15 de jan. de 2023

Cinema estudantil e como ele pode melhorar o aprendizado e a educação.

     A realização de filmes estudantis é uma ferramenta importante para melhorar a aprendizagem e a educação. Ele oferece aos alunos a oportunidade de explorar suas habilidades criativas, desenvolver suas habilidades técnicas e obter uma experiência valiosa no mundo do cinema. 

    Desenvolver um projeto de filme de estudante pode ser uma tarefa assustadora, mas com os recursos certos, pode ser muito mais fácil. Encontrar os melhores recursos para a filmagem é essencial para qualquer estudante de cinema, pois pode fazer a diferença entre um bom e um mau resultado. Este artigo discutirá como encontrar os melhores recursos de filmagem para os alunos e quais ferramentas estão disponíveis para ajudá-los a criar projetos incríveis. Ele também explorará diferentes casos de uso dessas ferramentas e como elas podem ser usadas para criar um projeto de filme impactante.

    Mas afinal o que é cinema estudantil? Basicamente é um tipo de filmagem projetado para fornecer aos alunos os recursos e as ferramentas necessárias para criar seus próprios filmes. Ele fornece aos alunos acesso a equipamentos de filmagem que podem ser desde câmeras disponíveis na escola, bem como seus próprios celulares, sob orientação de um professor ou professora para a utilização das melhores práticas de filmagem. O cinema estudantil também oferece suporte para atividades de pós-produção, como edição, design de som e correção de cores. Ao fornecer esses recursos, o cinema estudantil ajuda os aspirantes a cineastas a aprimorar seu ofício e a criar filmes  que podem ser compartilhados com o mundo, através de plataformas de vídeo. 

    O cinema estudantil pode ser uma ferramenta poderosa para os educadores trazerem o mundo do cinema para a sala de aula. Por meio do cinema estudantil, os alunos podem entender o filme como uma forma de arte, aprender sobre diferentes culturas e desenvolver habilidades de pensamento crítico. O projeto com o  aluno também pode fornecer uma maneira de os professores envolverem os mesmos em conversas significativas sobre tópicos complexos e ajudá-los a desenvolver empatia e compreensão. Além disso,  pode ajudar a promover a colaboração entre os alunos, fornecendo uma plataforma para que discutam seus pensamentos e opiniões sobre os filmes que produziram e os que assistiram de seus colegas. Ao aproveitar a produção dos alunos, os educadores podem criar um ambiente que incentiva o aprendizado, a criatividade e a exploração. 

   Com suas muitas vantagens, o cinema estudantil pode ser uma ferramenta inestimável para educadores que buscam envolver seus alunos em experiências de aprendizagem significativas é uma forma inovadora de trazer o cinema para a sala de aula e apoiar a educação. Ele oferece aos alunos uma experiência única que lhes permite explorar o mundo do cinema e aprender sobre o poder de contar histórias.


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3 de out. de 2015

Projeto Curtas 2015

Em 2015 o meu projeto Cinema na Sala de aula, criou quatro curtas metragens, estes foram inscritos em dois Festivais: Festival Nacional de Cinema Estudantil de Guaíba - RS e Festival Internacional de Cinema Estudantil de Santa Maria - Cinest - RS.
Neste último os quatro filmes do projeto foram classificados. Até esta postagem ainda não saíram  os classificados do Festival de Guaíba.
Segue imagens, trailer e sinopse dos curtas:

O Ritmo dos Sentimentos
Foto Jéssica Nicole Oliveira
Edição Marlon Nunes

O Ritmo dos Sentimentos, conta a história de um grupo de dança e suas dificuldades para alcançar um objetivo maior,

onde o amor e o sentimento pela arte falarão mais alto.
Trilha sonora original criada pelos alunos para o curta.
     Trailer Youtube

Outra Vez
Foto Marlon Nunes
Edição Gustavo de Moura e Marlon Nunes
Outra Vez é a história de duas filhas criadas somente pelo pai onde acontecem duas reviravoltas na vida deles que transformam completamente a estrutura já adaptada desta família.          



Passos da Vida
Foto e edição Marlon Nunes
Passos da vida conta a história uma adolescente que tem o sonho que muitos anos atrás foi de sua mãe também, de ser bailarina, mas o preconceito pelo seus padrões de de estatura geram conflitos familiares e na sua pretensão de realizar o seu desejo.

Uma Mentira Inconsequente
Foto e edição Marlon Nunes
Uma Mentira Inconsequente conta história de um estudante que mente para criar uma imagem do que não é para conquistar amigos e sua amiga ao qual ele nutre uma paixão escondida.


Entre os dia 06 e 09 de Outubro estarei no Cinest, Santa Maria, conferindo as novidades em cinema estudantil e torcendo pelo filmes selecionados, afinal o maior prêmio já foi dado, a vontade de fazer cinema unida a educação. Nosso futuro está ai!

16 de jun. de 2014

Como deveria ser um Festival de Cinema Estudantil

Desde 2008 faço cinema na sala de aula, com a única intensão de usar a disciplina de Arte como catalizador para expressão, trabalho em grupo e criação de um olhar crítico e responsável, esta é minha meta pedagógica. 
Mas o porquê me atrevo a dizer como deve ser um festival estudantil? Respondo que estou escrevendo com olhar de quem participa e para tanto vou colocar minhas humildes dicas de um festival justo e com cunho pedagógico na lista abaixo:

1º Observar se de fato foram os alunos que fizeram filmagens, PRODUÇÕES profissionais são fáceis de ser conferidas;
2ª Criar categorias, ex.: Categoria ensino Fundamental e médio de escola pública, fundamental e médio de escola particular e fundamental e médio montado por produtora profissional. SEPARAR ENSINO MÉDIO DO FUNDAMENTAL NAS PREMIAÇÕES.
3º Ver o objetivo pedagógico do curta, o que ensinou aos alunos, qual embasamento pedagógico;
Sempre propor voto popular além do júri especializado, o olhar leigo às vezes se aproxima mais do que o aluno quis fazer.
5º O mais IMPORTANTE, este trabalho PEDAGÓGICO eleva a autoestima dos alunos e deve ser levado em conta tanto a opinião deles como o esforço na construção. Não sendo justo concorrer com produções profissionais ou providas de apoio financeiro.
6º O simples ato de classificar, ou selecionar para um festival estudantil ou escolar, já traz uma alegria muito grande aos alunos e professores. O festival estudantil é para criar mais fomento ao cinema e não desmotivar a escola ou os alunos a não fazerem mais pois se considerarem inferiores a outros. 


PARA FINALIZAR QUERO DEIXAR BEM CLARO QUE NÃO SOU CONTRA NENHUMA PRODUÇÃO, QUERO SIM A CATEGORIZAÇÃO DOS TRABALHOS PARA CRIAR CONCORRÊNCIAS MAIS JUSTAS. Afinal de contas a ideia de ser festival estudantil é justamente criar o espírito criador e educativo no aluno.

13 de mai. de 2014

Produção de Cinema em sala de aula

     Em 2014 estou montando mais projetos de produção cinematográfica na escola, como ano passado na E. T. E. 31 de Janeiro na cidade de Campo Bom - RS, de onde tenho total apoio para produções. 
     Até o momento já estão prontos dois curtas metragens de quinze minutos: "Hormônios Apaixonados II" e o título provisório "Alone Gone" e em produção os curtas "Dimensões" e o documentário "Hpv - A polêmica da vacina"


    Hormônios Apaixonados II apesar do nome, não é uma continuação direta do primeiro, que foi classificado no Cinest Santa Maria - 2013 e vencedor de um Prêmio no  Festival de Vídeo Estudantil e Mostra de Cinema - Guaíba/RS no mesmo ano 
    Tendo como coincidência as aventuras que os hormônios da adolescência preconizam na convivência em grupo, neste caso o pano de fundo é uma escola. Esta é a história de um aluno (Herbert) recém chegado na cidade e que conhece Max e seu fiel escudeiro Francisco, pela semelhança de estilos começam a se dar bem, porém Herbert, se apaixona por uma das meninas mais populares da turma Amanda Jones , sem perceber que estava arrebatando o coração de outra menina da turma, pelo seu estilo roqueiro/intelectual. O roteiro se inspirou em fatos reais da década de 80/90 (começo de um romance que aconteceu em 1988, na cidade de Novo Hamburgo) e no nome da antagonista Amanda Jones, famosa personagem do filme Alguém Muito Especial. esta mistura criou um curta gostoso de ser assistido, relembrando aqueles que já tem mais de 30 anos os bons momentos da adolescência e criando uma identificação com os jovens de hoje que mesmo achando que são diferentes, continuam pensando e agindo, quando assunto é a paixão, da mesma forma que seus pais sentiam. 
   
  "Alone Gone" é a história de um grupo de estudantes que desaparece em um acampamento na floresta e só se cogita como aconteceu o fato pelas imagens e vídeos encontradas em duas câmeras fotográficas, ao estilo Bruxas de Blair e Cloverfild - O Monstro, as imagens são todas em primeira pessoa, criando um impacto no espectador que em muitos momentos terá de usar da imaginação para tentar desvendar este mistério. A trilha sonora autorizada pela Banda Gaúcha Torvo.

     Dimensões (em produção) conta história de uma aluna que fica presa entre duas dimensões de sua escola e se apaixona por um rapaz que coexiste em ambas, apaixonando-se por parte de cada um deles e precisando fazer uma escolha.
      Hpv - A polêmica da vacina (em produção) conta fatos criados sobre a repercussão desta vacina no pensamento dos pais, alunos e escola, com uma pequena história e relatos de professores da área.

      Muitos curtas estão por vim, alguns produzidos através de animação stop motion, e mais curtas voltados ao público adolescente.
      As habilidades e competências que podem ser descritas neste trabalho são a capacidade de trabalhar em grupos, a seriedade em elaborar a história ou adapta-la ,(roteiro), a mobilização em horários alternativos, trazendo no educando a vontade de permanecer mais na escola, pois as atividades vão além da disciplina de arte , ao qual sou professor, vem  acima de tudo do gosto pela cultura e a sétima arte, pois segundo alguns relatos de alunos que já produziram, o seu olhar para o cinema se tornou muito mais crítico por saber das dificuldades e de como se faz cinema.

SEGUE OS TRAILERS DOS CURTAS QUE JÁ ESTÃO NO YOUTUBE





30 de nov. de 2012

Oficina de Cinema em sala de aula

Conforme combinado, segue a lista de links interessantes para o trabalho com cinema e vídeo em sala de aula:

FREE STUDIO MANAGER:  http://www.baixaki.com.br/download/free-studio-manager.htm

ANY VÍDEO CONVERTER: http://www.baixaki.com.br/download/any-video-converter.htm

WINDOWS MOVIE MAKER: http://www.baixaki.com.br/download/windows-movie-maker.htm

VEGAS PRO 11: http://www.baixaki.com.br/download/vegas-pro.htm (gratuito para teste)

ADOBE PREMIER: http://www.baixaki.com.br/download/adobe-premiere-pro.htm (gratuito para teste)

MEU CANAL NO YOUTUBE: http://www.youtube.com/user/mobral1?feature=mhee

MEU SITE: www.marlonnunes.com


      No livro “ O Brasil Fugiu da Escola” do Prof. Dr. Sérgio Kodato  se teoriza a criatividade para dar um sentido novo a vida escolar. Com objetivo de motivar os alunos a perceber a importância do aprendizado,  coloquei nas aulas de arte um fator que no dia a dia do educando, está cada vez mais presente, o vídeo no you tube, a foto no Facebook, a montagem de clipes com imagens, feitas em celulares cada vez mais eficientes, enfim mostrei que é possível levar para sala de aula as mídias que eles utilizam fora dela.
   Dentro desta experiência de quatro anos fazendo cinema em sala de aula em escola estadual, minha proposta foi de mostrar como é possível dentro dos recursos existentes ser satisfatório no projeto.
   Aprendeu se um pouco da magia da edição de vídeos e fotos através de um programa simples que existem em qualquer computador com sistema operacional Windows, o movie maker.

22 de set. de 2012

III WORKSHOP – CULTURA DIGITAL E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS


Promoção: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SEDUC    
                             
Organização: GPe-dU/PPGEDU/UNISINOS,  NTE–São Leopoldo (2ª CRE) e NTE Canoas (27ª CRE)

Local: UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - São Leopoldo
Avenida Unisinos, 950 - Cristo Rei, São Leopoldo - RS, 93022-000
Número de vagas: 200
Data: 29/11/2012          
                                        
Horário: das 08h30minh às 17h30minh.

Modalidade: oficina/workshop

Metodologia: Oficinas de softwares educativos envolvendo as áreas das Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias  com discussão e reflexão sobre o uso das tecnologias digitais como recurso pedagógico.

Público Alvo:Professores da rede pública estadual da 2ª e 27ª CRE

Objetivo
Socializar, explorar e aprender a utilizar os recursos das tecnologias digitais, refletindo sobre suas possibilidades de uso na escola  como recurso pedagógico para promoção da aprendizagem.

Estrutura do Evento:
Dia 29/11/2012
Manhã:
08h30minh às 09h00minh
Abertura Oficial do Evento com a presença de autoridades
09h00minh às 9h15min
Apresentação dos NTEs e GPe-dU/PPGEDU.
Orientação para participação das oficinas e apresentação dos professores oficineiros.
9h 15min às 09h30minh
  Coffe break
09h30min às 12h30minmin
 Oficinas Digitais nos laboratórios de informática
12h30minh às 13h30min
Almoço
Tarde:
13h30min às 16h45minmin
Retorno às oficinas Digitais nos laboratórios de informática.
16h45min às 16h30minmin
Coffe break
16h30minmin às 17h30minmin
Retorno ao auditório para socialização das experiências das
oficinas envolvendo os seguintes tópicos:
Viabilidade de uso deste recurso/software nas escolas;
Importância para o desenvolvimento da aprendizagem do
aluno;
Avaliação da oficina e sugestão de temas/oficinas para os próximos
encontros.

22 de jun. de 2011

A ORIGEM DO CINEMA

 Indícios históricos e arqueológicos comprovam que é antiga a preocupação do homem com o registro do movimento. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, produzindo narrativas através de figuras. O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema. Experiências posteriores como a câmara escura e a lanterna mágica constituem os fundamentos da ciência óptica, que torna possível a realidade cinematográfica.
Jogos de sombras – Surge na China, por volta de 5.000 a.C. É a projeção, sobre paredes ou telas de linho, de figuras humanas, animais ou objetos recortados e manipulados. O operador narra a ação, quase sempre envolvendo príncipes, guerreiros e dragões.
Câmara escura – Seu princípio é enunciado por Leonardo da  Vinci, no século XV. O invento é desenvolvido pelo físico napolitano Giambattista Della Porta, no século XVI, que projeta uma caixa fechada, com um pequeno orifício coberto por uma lente. Através dele penetram e se cruzam os raios refletidos pelos objetos exteriores. A imagem, invertida, inscreve-se na face do fundo, no interior da caixa.
Lanterna mágica – Criada pelo alemão Athanasius Kirchner, na metade do século XVII, baseia-se no processo inverso da câmara escura. É composta por uma caixa cilíndrica iluminada a vela, que projeta as imagens desenhadas em uma lâmina de vidro.
PRIMEIROS APARELHOS - Para captar e reproduzir a imagem do movimento, são construídos vários aparelhos baseados no fenômeno da persistência retiniana (fração de segundo em que a imagem permanece na retina), descoberto pelo inglês Peter Mark Roger, em 1826. A fotografia, desenvolvida simultaneamente por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce, e as pesquisas de captação e análise do movimento representam um avanço decisivo na direção do cinematógrafo.
Fenacistoscópio - O físico belga Joseph-Antoine Plateau é o primeiro a medir o tempo da persistência retiniana. Para que uma série de imagens fixas dêem a ilusão de movimento, é necessário que se sucedam à razão de dez por segundo. Em 1832, Plateau inventa um aparelho formado por um disco com várias figuras desenhadas em posições diferentes. Ao girar o disco, elas adquirem movimento. A idéia era apresentar uma rápida sucessão de desenhos de diferentes estágios de uma ação, criando a ilusão de que um único desenho se movimentava.
Praxinoscópio – Aparelho que projeta na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes, inventado pelo francês Émile Reynaud (1877). A princípio uma máquina primitiva, composta por uma caixa de biscoitos e um único espelho, o praxinoscópio é aperfeiçoado com um sistema complexo de espelhos que permite efeitos de relevo. A multiplicação das figuras desenhadas e a adaptação de uma lanterna de projeção possibilitam a realização de truques que dão a ilusão de movimento.
Fuzil fotográfico – Em 1878 o fisiologista francês Étienne-Jules Marey desenvolve o fuzil fotográfico: um tambor forrado por dentro com uma chapa fotográfica circular. Seus estudos se baseiam na experiência desenvolvida, em 1872, pelo inglês Edward Muybridge, que decompõe o movimento do galope de um cavalo. Muybridge instala 24 máquinas fotográficas em intervalos regulares ao longo de uma pista de corrida e liga a cada máquina fios que atravessam a pista. Com a passagem do cavalo, os fios são rompidos, desencadeando o disparo sucessivo dos obturadores, que produzem 24 poses consecutivas.
Cronofotografia – Pesquisas posteriores sobre o andar do homem ou o vôo dos pássaros levam Étienne-Jules Marey, em 1887, ao desenvolvimento da cronofotografia a fixação fotográfica de várias fases de um corpo em movimento, que é a própria base do cinema.
Cinetoscópio – O norte-americano Thomas Alva Edison inventa o filme perfurado. E, em 1890, roda uma série de pequenos filmes em seu estúdio, o Black Maria, primeiro da história do cinema. Esses filmes não são projetados em uma tela, mas no interior de uma máquina, o cinetoscópio – também inventado por Edison um ano depois. Mas as imagens só podem ser vistas por um espectador de cada vez.
Cinematógrafo – A partir do aperfeiçoamento do cinetoscópio, os irmãos Auguste e Louis Lumière idealizam o cinematógrafo em 1895. O aparelho – uma espécie de ancestral da filmadora – é movido a manivela e utiliza negativos perfurados, substituindo a ação de várias máquinas fotográficas para registrar o movimento. O cinematógrafo torna possível, também, a projeção das imagens para o público. O nome do aparelho passou a identificar, em todas as línguas, a nova arte (ciné, cinema, kino etc.).
Auguste Lumière (1862-1954) e Louis Lumière (1864-1948) nascem em Besançon, na França. Filhos de um fotógrafo e proprietário de indústria de filmes e papéis fotográficos, eram praticamente desconhecidos no campo das pesquisas fotográficas até 1890. Após freqüentarem a escola técnica, realizam uma série de estudos sobre os processos fotográficos, na fábrica do pai, até chegarem ao cinematógrafo. Louis Lumière é o primeiro cineasta realizador de documentários curtos. Seu irmão Auguste participa das primeiras descobertas, dedicando-se posteriormente à medicina.
CINEMA MUDO - A apresentação pública do cinematógrafo marca oficialmente o início da história do cinema. O som vem três décadas depois, no final dos anos 20.
A primeira exibição pública das produções dos irmãos Lumière ocorre em 28 de dezembro de 1895, no Grand Café, em Paris. A saída dos operários das usinas Lumière, A chegada do trem na estação, O almoço do bebê e O mar são alguns dos filmes apresentados. As produções são rudimentares, em geral documentários curtos sobre a vida cotidiana, com cerca de dois minutos de projeção, filmados ao ar livre.
PRIMEIROS FILMES - Pequenos documentários e ficções são os primeiros gêneros do cinema. A linguagem cinematográfica se desenvolve, criando estruturas narrativas. Na França, na primeira década do século XX, são filmadas peças de teatro, com grandes nomes do palco, como Sarah Bernhardt. Em 1913 surgem, com Max Linder – que mais tarde inspiraria Chaplin –, o primeiro tipo cômico e, com o Fantômas, de Louis Feuillade, o primeiro seriado policial. A produção de comédias se intensifica nos Estados Unidos e chega à Inglaterra e Rússia. Na Itália, Giovanni Pastrone realiza superproduções épicas e históricas, como Cabíria, de 1914.
DOCUMENTÁRIO - Em 1896 os Lumière equipam alguns fotógrafos com aparelhos cinematográficos e os enviam para vários países, com a incumbência de trazer novas imagens e também exibir as que levam de Paris. Os caçadores de imagens, como são chamados, colocam suas câmeras fixas num determinado lugar e registram o que está na frente. A Inglaterra, O México, Veneza, A cidade dos Doges passam a integrar o repertório dos Lumière. Coroação do Czar Nicolau II, filmado em Moscou, é considerado a primeira reportagem cinematográfica.
FICÇÃO - Os rudimentos da narração e da montagem artística são desenvolvidos pelo americano Edwin Porter, em 1902, em Vida de um bombeiro americano, e consolidados, um ano mais tarde, com O grande roubo do trem, o primeiro grande clássico do cinema americano. O filme inaugura o western e marca o começo da indústria cinematográfica. Despontam, então, dois grandes nomes dos primórdios do cinema: Georges Méliès e David Griffith.
Georges Méliès (1861-1938), diretor, ator, produtor, fotógrafo e figurinista, é considerado o pai da arte do cinema. Nasce na França e passa parte da juventude desenvolvendo números de mágica e truques de ilusionismo. Depois de assistir à primeira apresentação dos Lumière, decide-se pelo cinema. Pioneiro na utilização de figurinos, atores, cenários e maquiagens, opõe-se ao estilo documentarista. Realiza os primeiros filmes de ficção – Viagem À Lua (Voyage dans la lune, Le / Voyage to the Moon - 1902) e A Conquista do Pólo (Conquête du pôle, La / Conquest of the Pole - 1912) – e desenvolve diversas técnicas: fusão, exposição múltipla, uso de maquetes e truques ópticos, precursores dos efeitos especiais.
David W. Griffith (1875-1948), nascido nos Estados Unidos, é considerado o criador da linguagem cinematográfica. Antes de chegar ao cinema, trabalha como jornalista e balconista em lojas e livrarias. Admirador de Edgar Allan Poe, também escreve poesias. No cinema, é o primeiro a utilizar dramaticamente o close, a montagem paralela, o suspense e os movimentos de câmera. Em 1915, com Nascimento de Uma Nação (The Birth of a Nation), realiza o primeiro longa-metragem americano, tido como a base da criação da indústria cinematográfica de Hollywood. Com Intolerância (Intolerance), de 1916, faz uma ousada experiência, com montagens e histórias paralelas.
ASCENSÃO DE HOLLYWOOD - Com o recesso do cinema europeu durante a 1a Guerra Mundial, a produção de filmes concentra-se em Hollywood, na Califórnia, onde surgem os primeiros grandes estúdios. Em 1912, Mack Sennett, o maior produtor de comédias do cinema mudo, que descobriu Charles Chaplin e Buster Keaton, instala a sua Keystone Company. No mesmo ano, surge a Famous Players (futura Paramount) e, em 1915, a Fox Films Corporation. Para enfrentar os altos salários e custos de produção, exibidores e distribuidores reúnem-se em conglomerados autônomos, como a United Artists, fundada em 1919. A década de 20 consolida a indústria cinematográfica americana e os grandes gêneros – western, policial, musical e, principalmente, a comédia –, todos ligados diretamente ao estrelismo.
Star system – O desenvolvimento dos grandes estúdios proporciona o surgimento do star system, o sistema de "fabricação" de estrelas que encantam as platéias. Mary Pickford, a "noivinha da América", Theda Bara, Tom Mix, Douglas Fairbanks e Rodolfo Valentino são alguns dos nomes mais expressivos. Com o êxito alcançado, os filmes passam dos 20 minutos iniciais a, pelo menos, 90 minutos de projeção. O ídolo é chamado a encarnar papéis fixos e repetir atuações que o tenham consagrado, como Rosita, de 1923, com Mary Pickford.
COMÉDIA - Baseada na sátira de pequenas cenas do cotidiano, a comédia americana dos anos 20 privilegia lugares, situações e objetos que retratam a vida urbana e a "civilização das máquinas". Recorre com freqüência ao "pastelão" e ganha impulso com o produtor e diretor americano Mack Sennett. Destacam-se os tipos desenvolvidos por Ben Turpin, Buster Keaton, Harold Lloyd e Charles Chaplin.
Charles Chaplin (1889-1977), diretor, produtor e ator, passa uma infância miserável em orfanatos, na Inglaterra. Emprega-se nos music halls em 1908 e adquire algum sucesso como mímico. Contratado por um empresário norte-americano, vai para os Estados Unidos em 1913 e, um ano depois, realiza seu primeiro filme - Carlitos Repórter (Making a Living - 1914). Seu personagem, Carlitos, o vagabundo com bengala, chapéu-coco e calças largas, torna-se o tipo mais famoso do cinema. Entre seus principais filmes estão O Garoto (Kid, The - 1921), Em Busca do Ouro (The Gold Rush - 1925), Luzes da Cidade (City Lights - 1931), Tempos Modernos (Modern Times - 1936) e O Grande Ditador (The Great Dictator - 1940).
Buster Keaton (1895-1966), Joseph Francis Keaton nasce nos Estados Unidos e estréia no palco aos 3 anos, acompanhado de seus pais, num número de acrobacia. Recebe o apelido de Buster (demolidor) por sua resistência aos tombos. Em 1917 começa no cinema, fazendo pontas. Três anos depois, passa à direção. Torna-se famoso com a criação de um tipo inesquecível - o cômico que nunca ri - consagrado em A General (The General - 1927) e Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr. - 1928), entre outros. É considerado um dos maiores nomes do cinema humorístico, comparável a Chaplin.
CINEMA FALADO - O advento do som, nos Estados Unidos, revoluciona a produção cinematográfica mundial. Os anos 30 consolidam os grandes estúdios e consagram astros e estrelas em Hollywood. Os gêneros se multiplicam e o musical ganha destaque. A partir de 1945, com o fim da 2a Guerra, há um renascimento das produções nacionais – os chamados cinemas novos.
PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS - As primeiras experiências de sonorização, feitas por Thomas Edison, em 1889, são seguidas pelo grafonoscópio de Auguste Baron (1896) e pelo cronógrafo de Henri Joly (1900), sistemas ainda falhos de sincronização imagem-som. O aparelho do americano Lee de Forest, de gravação magnética em película (1907), que permite a reprodução simultânea de imagens e sons, é comprado em 1926 pela Warner Brothers. A companhia produz o primeiro filme com música e efeitos sonoros sincronizados - "Don Juan" (Don Juan - 1926), de Alan Crosland, o primeiro com passagens faladas e cantadas - "O Cantor de Jazz" (The Jazz Singer - 1927), também de Crosland, com Al Jolson, grande nome da Broadway, e o primeiro inteiramente falado - "Luzes de Nova York", de Brian Foy (Lights of New York - 1928).
CONSOLIDAÇÃO - Em 1929 o cinema falado representa 51% da produção norte-americana. Outros centros industriais, como França, Alemanha, Suécia e Inglaterra, começam a explorar o som. A partir de 1930, Rússia, Japão, Índia e países da América Latina recorrem à nova descoberta.
A adesão de quase todas as produtoras ao novo sistema abala convicções, causa a inadaptação de atores, roteiristas e diretores e reformula os fundamentos da linguagem cinematográfica. Diretores como Charles Chaplin e René Clair estão entre os que resistem à novidade, mas acabam aderindo. "Alvorada do Amor" (The Love Parade - 1929), de Ernst Lubitsch, "O Anjo Azul" (Der Blaue Engel / The Blue Angel - 1930), de Joseph von Sternberg, e "M, o Vampiro de Dusseldorf" (M - 1931), de Fritz Lang, são alguns dos primeiros grandes títulos.
Dos anos 30 até a 2a Guerra, apesar de Hollywood concentrar a maior parte da produção cinematográfica mundial, alguns centros europeus como França, Alemanha e Rússia produzem obras que merecem destaque.

O Cinema Estudantil na Escola Pública: Desafios, Metodologias e Potencialidades Educativas

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